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Notícias do Cidadão
Anteriores: 05/02/2010
Autor de
´Saudosa Maloca´ e ´Trem das Onze´, Adoniran Barbosa faria 100 anos
em 2010
Conhecido como um dos um dos artistas que mais tem a cara de São
Paulo, suas músicas representam um dos painéis mais importantes da
cidadania brasileira
ão Paulo fez 456 anos no último dia 25 de janeiro. Mas 2010 é também o ano do
centenário do nascimento de um dos artistas que mais tem
a cara da cidade.
Autor de ´Saudosa Maloca´, ´Samba do Arnesto´ e ´Trem das Onze´,
João Rubinato, mais conhecido como Adomiran Barbosa (foto), nasceu no dia 6 de agosto de 1910 em Valinhos, no interior de São Paulo.
Filho de imigrantes italianos, abandona a escola cedo para buscar trabalho e ajudar seus pais e seus sete irmãos. Começou entregando
marmitas em Jundiaí, depois foi pedreiro, garagista, mascate, encanador, garçom e até metalúrgico.
Foi em São Paulo que adotou seu pseudônimo. Ganhou seu primeiro prêmio em um concurso carnavalesco, conquistando o 1º lugar com a marcha
´Dona Boa´, em 1934.
Após um casamento que durou apenas um ano, casou-se pela segunda vez, em
1937, com Matilde, com quem ficou até o final da vida. Ela não só prestigiou sua carreira como o incentivou a ser quem era e como era, boêmio, incerto e em constante dificuldade.
Em 1941 foi convidado pela Rádio Record, onde ficou por mais de trinta anos, para trabalhar como ator cômico, locutor e discotecário. Fez sucesso com o personagem
´Charutinho´, no programa ´História das Malocas´.
Uma história curiosa sobre sua época na Record conta que, após muito tempo na gravadora, ele resolveu
pedir um aumento. O responsável disse-lhe, então, que iria estudar o aumento e que em uma semana lhe diria o resultado do estudo. Quando voltou, obteve a resposta de que “seu caso estava sendo estudado”. Após algumas semanas recebendo as mesmas respostas, Adoniran saiu-se com esta: “Tá certo, o senhor continue estudando e, quando chegar à época da sua formatura, me avise...”
Suas músicas representam um dos painéis mais importantes da cidadania brasileira. Os despejados das favelas, os engraxates, a mulher submissa que se revolta e abandona a casa, o homem solitário, estão intactos nas criações de Adoniran que,
com humor, descreve as cenas do cotidiano. Adoniran Barbosa morreu em
1982, aos 72 anos de idade.