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O ESPINHO E A ROSA |
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O espinho é guardião
Da rosa que o coroa,
É considerado percalço
Na proteção da flor.
Toda a admiração
É dirigida a bela rosa,
Enquanto no ostracismo,
O espinho é esquecido.
Como a sua linda protegida
É inerte ao todo movimento,
Limita-se a ferir o incauto
Que, ávido, toca-o na haste.
Quando o caule vai à jarra,
Ostentando a linda flor,
O espinho o acompanha...
À espera da morte certa.
Interligados, irão morrer
Na bela jarra de prata,
Condenados pelo homem
Que a tudo destrói em vão!
A rosa sempre perfuma a pele
Enquanto o espinho arranha,
Juntos, embelezam o jardim...
Até que os Homens os apanhem!
De naturezas diferentes
Convivem no mesmo caule,
Um, perfumando o ambiente,
O outro... Ferindo o invasor!
Sebastião Antônio Baracho
conanbaracho@uol.com.br
Fone: (31) 3846-6567 |
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| Sebastião Antônio Baracho |
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Coronel Fabriciano MG |
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| De 71 a 80 anos |
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| 06/01/2008 |
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